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Sofia Canha pede deslocalização do vazadouro e compensações para as pessoas afetadas pelas obras no Jardim do Mar

A candidata do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal da Calheta alerta para os constrangimentos que as obras de construção do novo túnel para o Jardim do Mar estão a causar aos habitantes e comerciantes da freguesia e que, inclusivamente, estão a afastar os turistas daquela localidade, com consequências para a economia local. Sofia Canha pede que o Governo Regional compense as pessoas afetadas, para que possam fazer face aos prejuízos que esta situação está a provocar.

Um dos problemas está relacionado com o ruído causado pela deposição de inertes no vazadouro situado à entrada da freguesia, situação que leva Sofia Canha a sugerir que o Governo Regional deslocalize o espaço destinado a receber este tipo de materiais.

“Os residentes do Jardim do Mar têm demonstrado colaboração e compreensão em relação aos constrangimentos provocados pelas obras do novo túnel, pois o resultado trará benefícios inquestionáveis, mas a situação de ruído constante e excessivo provocado, sobretudo, pela utilização do vazadouro colocado na própria localidade, tem levado os residentes a estados de saturação que implicam com a sua saúde”, aponta a também vereadora do PS na Câmara da Calheta.

Sofia Canha alerta que a privação de sono e o ruído constante e por um período longo têm consequências graves para a saúde, como a falta de memória, a redução da atenção e estados nervosos, sendo que muitos residentes, em particular do sítio da Piedade, se queixam dos estrondos provocados aquando da deposição das rochas no vazadouro. “A orografia do lugar potencia a propagação e ampliação do som, sobretudo à noite. Não se compreende por que é que a lei do ruído não se aplica neste caso”, diz a candidata do PS, advertindo também para os “elevados” impactos económicos que esta situação está a provocar.

Tal como dá conta, todas as unidades de alojamento local situadas na área de abrangência do ruído têm visto canceladas as reservas ou tido críticas ou apreciações negativas nos sites de divulgação. “Há pessoas e investidores com encargos financeiros difíceis de assumir durante um período tão longo. Se já não bastasse assumirem os encargos fixos com eletricidade, seguros, gás, água, internet e outros, alguns proprietários também têm empréstimos bancários”, aponta Sofia Canha, considerando que “os residentes não têm de ser castigados por virem a ter uma via mais segura”.

A candidata do PS à autarquia calhetense pede ao Governo Regional que atenda a estas inquietações dos residentes e investidores no Jardim do Mar, procurando, junto da empresa responsável pela obra, uma solução alternativa para o vazadouro, que deve ser deslocalizado para uma zona para fora da localidade, onde não perturbe tanto. Além disso, sublinha que devem ser ponderados apoios financeiros, depois de conhecida a situação real de cada uma das pessoas afetadas, como compensação pelas perdas que as impossibilitem de assumir os encargos com os investimentos feitos.

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