InicioAtualidadePS DENUNCIA AUMENTO DA TAXA DE ABANDONO ESCOLAR

PS DENUNCIA AUMENTO DA TAXA DE ABANDONO ESCOLAR

O Programa de Governo da Região preconiza, para o setor da Educação, o combate ao abandono escolar. Para alcançar este objetivo, o governo regional previu a “implementação, em cada estabelecimento de ensino, de um plano de prevenção do abandono escolar”. Segundo se sabe, não existe até ao momento qualquer plano de prevenção em execução, nem se conhece qualquer diligência para o elaborar.

Entretanto, o Instituto Nacional de Estatística deu conta quarta-feira que a taxa de abandono precoce entre os jovens residentes no país, com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, caiu 3,7% no ano passado, ficando mais próxima da meta de 10%, a atingir até 2020, estabelecida para Portugal, no âmbito do programa comunitário Horizonte 2020.

Em trajetória contrária, segue a Região Autónoma da Madeira, em 2015, em que um quarto dos jovens, entre os 18 e os 24 anos (23,6%), abandonou o seu percurso de educação ou formação. Ou seja, a região da Madeira foi a única do país a registar um aumento da taxa de abandono precoce, de 2014 para 2015, passando dos 22,7% para os 23,6%.

Se a taxa de abandono é preocupante a nível nacional, na Madeira, isto constitui motivo para maior preocupação, se cruzarmos estes dados com a taxa de insucesso educativo, com os níveis de pobreza e com os dados de desemprego jovem, que são também os mais elevados do país. Que perspetivas têm então os jovens, sobretudo os mais desfavorecidos?

Isto demonstra que, apesar dos investimentos no parque escolar nos últimos anos, as estratégias e políticas da Educação não têm sido as mais adequadas para o contexto regional; não tem dados as respostas educativas que as crianças e jovens precisam, empurrando muitos para fora do sistema, logo que cumprem a escolaridade obrigatória.

Desta feita, a deputada Sofia Canha defendeu que seria importante que o Governo não escamoteasse os problemas e fizesse um diagnóstico claro e real das caraterísticas do público estudantil e suas famílias, de modo a dar respostas às necessidades verificadas, de modo a que a Educação, na Região Autónoma da Madeira, se afirme, com sucesso, enquanto importante fator de desenvolvimento.  

 

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