InicioAtualidadePedro Strecht: Prevenção é palavra-chave na promoção da saúde mental

Pedro Strecht: Prevenção é palavra-chave na promoção da saúde mental

O pedopsiquiatra Pedro Strecht afirmou hoje que a prevenção deve constituir uma aposta primordial na promoção da saúde mental.

O médico, que foi um dos oradores convidados na Convenção dos Estados Gerais do PS-Madeira, espaço onde, esta tarde, foram debatidas as Políticas Públicas de Saúde, sublinhou a importância da ação preventiva, tendo em conta que permite não só evitar a possível progressão da doença, mas também reduzir os gastos com tratamentos, mais especificamente com medicação.

Conforme explicou, a Organização Mundial de Saúde aponta as perturbações de ansiedade e de humor como a principal causa de morbilidade no mundo dito civilizado. “Na ausência de uma prevenção eficaz, assistimos, mesmo entre os mais novos, a um exponencial aumento da venda de psicofármacos”, referiu Pedro Strecht, dando conta que o ano passado foi batido um novo record em Portugal, com a venda de seis milhões de embalagens de psicofármacos (ansiolíticos, antidepressivos e fármacos utilizados para défice de atenção e hiperatividade) só no primeiro semestre.

O pedopsiquiatra sublinhou que crianças mais equilibradas do ponto de vista do bem-estar emocional sê-lo-ão também aos níveis físico, escolar, social e profissional. Considerou, contudo, que “é muito difícil pensar em políticas de saúde mental infantojuvenil se não pensarmos em políticas de apoio à família e à parentalidade”.

Referiu ainda que a saúde mental é uma vertente da Saúde relativamente nova no mundo em geral – sendo que só depois da Segunda Guerra Mundial é que esta questão começou a ser olhada de forma mais atenta – e destacou a importância de haver políticas, ações e decisões constantes, para que seja possível atingir melhores resultados no futuro.

Por seu turno, a deputada do PS-Madeira à Assembleia da República, que moderou o debate, lamentou a despreocupação de quem tutela a Saúde pública na Região, com resultados que têm vindo revelar um agravamento dos problemas do setor. Marta Freitas lembrou que atualmente existem cerca de 118 mil atos médicos em espera, sensivelmente o dobro dos existentes em 2015, quando o primeiro governo de Miguel Albuquerque tomou posse.

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