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Sérgio Gonçalves defende devolução de rendimentos aos madeirenses por via da redução de impostos

O aumento do custo de vida, o acentuar das desigualdades e o facto de a Madeira ser a região do País com o maior índice de risco de pobreza e exclusão social e o mais baixo poder de compra foram argumentos apresentados esta manhã pelo presidente do PS Madeira para voltar a insistir na necessidade de baixar os impostos e, desta forma, devolver rendimentos aos madeirenses.

Em conferencia de imprensa realizada junto à Assembleia Legislativa da Madeira, Sérgio Gonçalves lembrou a realidade da pobreza e do baixo poder compra na Região, mas mostrou-se também preocupado com o aumento das desigualdades entre os madeirenses, apontando os dados recentemente publicados pela Direção Regional de Estatística que indicam que os 20% mais ricos ganham três vezes mais do que os 20% mais pobres e que este indicador se agravou em 2020.

O líder dos socialistas madeirenses sublinhou que o PS tem vindo a defender políticas para inverter esta situação, mas constatou que o Governo Regional “nada faz e não se preocupa efetivamente com a vida dos madeirenses e com o aumento do custo de vida que têm enfrentado ao longo dos últimos meses”. Exemplo disso, foi o facto de Miguel Albuquerque ter recentemente desvalorizado a subida de preços relativamente ao mercado da habitação. “Nós sabemos que os valores das avaliações bancárias para o mercado da habitação, bem como os valores dos imóveis e das rendas, subiram consideravelmente ao longo dos últimos tempos e é necessário devolver rendimentos aos madeirenses para enfrentarem todos estes problemas”, disse Sérgio Gonçalves, apontando também os aumentos com que as pessoas se defrontam na ida ao supermercado ou no abastecimento das suas viaturas.

O responsável evidenciou que o PS tem vindo a defender a aplicação do diferencial fiscal em sete dos nove escalões de IRS em que os madeirenses continuam a pagar mais do que os açorianos, mas também a redução do IVA relativamente às taxas do continente, “permitindo às pessoas e às famílias terem mais rendimento disponível e poderem faze face a estes aumentos de custos que tantos problemas lhes trazem”. No entanto, lamentou que o Governo Regional continue a “não fazer nada por estas pessoas e pelos madeirenses em geral”.

Conforme lembrou, há poucas semanas ocorreu a discussão da alteração ao Orçamento Regional, sem que tenha sido contemplado esse desagravamento fiscal. “Não sabemos se o Governo Regional terá intenção de reduzir impostos para 2023, mas sabemos que se o fizer apenas para o orçamento de 2023, por um lado fá-lo já de forma tardia, porque é neste momento que as pessoas sentem um aumento do custo de vida e precisam efetivamente de ser ajudadas, e, por outro lado, terá objetivos claramente eleitoralistas num ano de eleições regionais, onde [o Executivo] irá tudo prometer para depois estar mais quatro anos a ter resultados como estes e a revelar estes indicadores, levando a Madeira uma vez mais para a cauda do País”, afirmou.

“O Governo Regional pode dizer o contrário, mas a estatística não mente e os indicadores revelam, de facto, o falhanço que foi a governação de Miguel Albuquerque”, vincou Sérgio Gonçalves.

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