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Paulo Cafôfo critica cortes no Quadro Financeiro Plurianual e defende mobilidade como pilar da coesão da Macaronésia

Os cortes no Quadro Financeiro Plurianual e a importância da mobilidade enquanto pilar de coesão da Macaronésia foram os temas que dominaram a intervenção do líder parlamentar do Partido Socialista-Madeira nas X Jornadas Parlamentares Atlânticas, que decorreram na cidade da Praia, em Cabo Verde.

Paulo Cafôfo, que integrou um grupo plural de deputados de todos os partidos com assento na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, participou no grupo de trabalho “Modelo de Cooperação para o Desenvolvimento e os Novos Desafios da Macaronésia”.

Um dos temas centrais da sua intervenção foi a preocupação em relação às orientações conhecidas para o Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, com o deputado socialista a alertar que os cortes anunciados neste instrumento financeiro representam um “retrocesso grave” e uma “verdadeira machadada” na coesão europeia.

Paulo Cafôfo criticou a intenção de centralizar a gestão dos fundos ao nível nacional, sublinhando que tal opção retira autonomia e flexibilidade às Regiões. “Esquecer as Regiões Ultraperiféricas tem um preço. A proposta atual é um contrassenso para uma Europa que se quer afirmar geopoliticamente”, alertou.

Mobilidade e conectividade como condição para a competitividade da Macaronésia

Outro eixo central da alocução do líder parlamentar socialista foi a mobilidade aérea, marítima e digital, considerada essencial para ultrapassar as limitações geográficas dos arquipélagos. “A mobilidade não é um luxo, é uma condição básica de desenvolvimento”, defendeu.

Paulo Cafôfo sublinhou ainda que a Macaronésia não é uma periferia, mas uma centralidade atlântica que liga a Europa, África e América.

Refira-se que as X Jornadas Parlamentares Atlânticas foram subordinadas ao tema “Uma Agenda Atlântica Além da Fronteira: por uma Macaronésia Competitiva e Resiliente”. O evento reuniu representantes parlamentares da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde, num espaço de diálogo político centrado nos desafios comuns da Macaronésia, enquanto território atlântico com relevância estratégica no espaço europeu, africano e transatlântico.