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MADEIRA PRECISA DE MAIS COMPANHIAS AÉREAS

A indicação saiu de Carlos Pereira. O presidente do partido considera inaceitável que a Madeira tenha apenas duas companhias nesta ligação e não entende o que interpreta como “falta de acção” do executivo madeirense.

Pereira toma como exemplo o caso dos Açores, região que tem na linha Ponta Delgada/Lisboa quatro companhias. A Madeira, recorda o líder socialista, tem duas. “Isso não faz sentido”, protesta o dirigente do PS-M e deputado na Assembleia da República. Até por uma questão de mercado, a Madeira deveria ter muito mais razões para atrair outras companhias, como tem os Açores. Mas não é isso que acontece, lembra Carlos Pereira. Daí, a iniciativa parlamentar no sentido de que o Governo se envolva mais neste processo e “faça mais do que tem feito”.

Para Carlos Pereira, o facto de “o secretário regional dizer que escreveu uma carta à Ryanair” não é suficiente. “Escreveu e não falou, não teve reuniões… afinal o que é que se passa aqui?”, pergunta o líder socialista preocupado com “o estranho desinteresse” do Governo madeirense nesta matéria. Para o PS “é irrelevante” saber se deve ser ou não a Ryanair. O importante é alargar o número de companhias e esperar que as regras do mercado façam descer os preços.

Antes de avançar com o projecto de resolução, o líder do PS diz ter tido o cuidado de investigar o modelo seguido pelos Açores. E dos contactos com o secretário dos Transportes do governo açoriano resultou a garantia de que Ponta Delgada “não dá dinheiro” às companhias, nem o poderia fazer à luz das regras comunitárias, revela. O que se passa, explica Carlos Pereira, é um acordo entre a Região Autónoma dos Açores e as companhias que asseguram ligações com outros países. Mesmo assim, acrescenta, esses acordos podem representam alguns milhares de euros, mas nem de longe se aproximam dos 10 milhões que o secretário madeirense referiu na Assembleia regional. Por isso, pergunta também “onde foi Eduardo Jesus desencantar esse disparate?”

“Este tema é relevante porque, contrariamente ao que diz o Governo Regional da Madeira, a Região Autónoma dos Açores não paga nada à Ryanair ou à Easy Jet” e conta com essas companhias na linha entre Ponta Delgada e Lisboa.

É esse modelo de negociação que a Madeira deve seguir, exorta Carlos Pereira, que pede ao Governo que seja mais pró-activo, que contacte outras companhias e que seja capaz de encontrar soluções que permitam atrair outras empresas, como fez o executivo socialista dos Açores.

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