O Grupo Parlamentar do PS acusa o Governo Regional de ter desvalorizado os alertas feitos pelos socialistas quando questionaram quais as medidas de saúde pública que estavam a ser implementadas para o controle da praga de mosquitos e para a prevenção do surgimento de casos de dengue na Região.
Em reação às notícias que dão conta de que foram identificados dois casos de dengue na Madeira, a deputada Marta Freitas critica o silêncio e a negligência do Executivo, nomeadamente da Secretaria Regional da Saúde, sobre esta matéria, o que, como agora se pode constatar, resultou no surgimento de casos da doença.
“Depois de terem ignorado os alertas, as autoridades de saúde limitam-se agora a dizer que estes dois casos já não representam qualquer risco para o surgimento de novos mosquitos infetados, o que, mais uma vez, revela a displicência com que estão a tratar esta situação”, lamenta a deputada do PS, alertando para as consequências que daí poderão advir para a saúde pública.
Recorde-se que, já em outubro do ano passado, face a notícias que davam conta do aumento da atividade do mosquito vetor da dengue, o Grupo Parlamentar do PS solicitou esclarecimentos ao secretário da Saúde sobre quais as medidas de saúde pública que estavam a ser tomadas para prevenir esta situação e que planos tinha o Governo para enfrentar um possível surto da doença, tendo a Secretaria da Saúde desvalorizado a questão, dando a entender que a situação estava controlada.
Mais recentemente, há menos de duas semanas, quando foi noticiada a presença do vírus da dengue num mosquito no Funchal, e com especialistas a alertarem para a urgência em eliminar o vírus e o vetor antes de chegar o calor, o Grupo Parlamentar do PS, pela voz de Marta Freitas, voltou a exigir respostas e ação por parte do Executivo, perguntando que plano existe para lidar com este problema e que medidas estavam preconizadas em caso de surto, nomeadamente se se previa a aquisição de vacinas para o efeito, até porque há pessoas que já contraíram a doença no passado e que agora correm o risco de a desenvolverem de forma mais grave.
“Até ao momento, apenas assistimos a um silêncio ensurdecedor, o que comprova aquilo que para todos nós já era uma certeza: a de que a saúde não é, nem nunca foi, uma prioridade para este Governo Regional”, remata.