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CLÁUDIO TORRES DENUNCIA PERDAS DE ÁGUA NA ORDEM DOS 80% EM SANTA CRUZ

Actualmente, e segundo dados da própria Câmara, as taxas de perda de água no município de Santa Cruz rondam os 80 por cento, isto é, por cada cem metros cúbicos de água adquirida à entidade fornecedora, no caso a Águas e Resíduos da Madeira, cerca de 80 m3 são desperdiçados na rede”, disse o candidato. Números assustadores, que representam um custo acrescido para o bolso do cidadão, alertou. Segundo dados de 2015, em dinheiro, este custo representou 1,8 milhões de euros para a edilidade, ou seja, o equivalente a mais de seis milhões de euros, afiançou, que foram desperdiçados.

Para dar um exemplo do volume de água desperdiçada, Cláudio Torres referiu que, “se colocássemos esta água no centro da cidade de Santa Cruz, tal permitiria criar um lago com 40 metros de altura, com uma frente costeira de um quilómetro e que subiria o vale de Santa Cruz até uma cota muito elevada”.

Por tudo isto, o candidato socialista diz que quer que a população santacruzense perceba a forma deficiente como a autarquia dirigida pelo JPP tem lidado com esse fundamental recurso que é a água, ao longo do seu mandato.

Num concelho com as dificuldades que se fazem sentir no sector agrícola, Cláudio Torres considerou mesmo “imoral” e inadmissível este desperdício, que cifrou em 30 mil metros cúbicos de água.

“O contribuinte paga duas vezes pelo volume de água, pela água que consome, e pela que não é consumida em qualquer tipo de actividade”.

Cláudio Torres declarou que esta é uma área prioritária na qual se propõe intervir no próximo mandato. Pretende implementar um sistema de monitorização que, à semelhança da capital portuguesa e das câmaras de outras localidades do país, evite perdas desnecessárias. Isso é vital, salientou. “Poderemos poupar cerca de quatro milhões de euros ao longo de quatro anos”, declarou, o que permitirá reduzir o preço da água ao consumidor.

Para implementar esse dito sistema de monitorização, pretende contar com o apoio da União Europeia e do Governo Regional. A forma “hostil” como a câmara dirigida pelo JPP e o Governo Regional se têm, em seu entender, relacionado é também algo que pretende mudar, caso seja eleito para a Câmara, dado que esse conflito institucional “não beneficia ninguém”.

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