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Cafôfo garante que PS está preparado para governar e dar estabilidade à Madeira

Paulo Cafôfo afiançou, hoje, que o PS está pronto para governar a Madeira, com uma liderança que inspire confiança, comprometida com as mudanças estruturais e a estabilidade que a Região precisa.

O reeleito líder do PS-M, aclamado no XXII Congresso Regional do partido, que decorre hoje e amanhã no Funchal, apresentou esta tarde a sua moção de estratégia global, intitulada ‘Estabilidade e Compromisso’ e garantiu que se candidata à presidência do Governo Regional “para fazer e não para apenas prometer”, apontando as grandes áreas prioritárias para um futuro Executivo socialista.

A um mês das eleições legislativas regionais, Paulo Cafôfo apontou que esse será o momento de os madeirenses decidirem entre continuar no mesmo caminho ou “abrir as portas à mudança e à esperança”, salientando que o PS vai a votos para transformar a Madeira e cuidar das pessoas.

“Governar não pode ser distribuir favores, usar o Governo como bolsa de negócios pessoais, facilitar só para os amigos ou comprar votos, usando a fragilidade de quem pouco ou nada tem. Governar é servir, é empoderar e capacitar pessoas, é tratar todos por igual, é resolver. É ter a coragem de dizer não aos que tentam corromper, aos que não foram eleitos e querem mandar e aos que pensam que o povo é para ser usado e abusado”, sublinhou.

O líder dos socialistas considerou que a política precisa de verdade e que as pessoas merecem a verdade, a ética e a transparência, apontando os problemas que a Região enfrenta – em resultado da má governação do PSD – e que o partido se compromete a resolver.

Para Paulo Cafôfo, não basta fazer manchetes nos jornais a apregoar os recordes do PIB, se a Madeira continua a ser uma das regiões com maior taxa de pobreza do País, menor poder de compra, salários mais baixos e “um presidente que se “engana” por excesso no ganho real do salário mensal bruto”. “Nós não queremos um crescimento qualquer da economia. Queremos um crescimento que chegue a todos e não só a alguns, uma economia que cresce e cujos salários a acompanham”, vincou.

O presidente do PS-M focou também os problemas na saúde, com o caos nas urgências, as listas de espera, a falta de medicamentos e as altas problemáticas, sublinhando, por isso, que é preciso garantir o acesso à saúde para todos e tornar o sistema eficiente, reestruturando-o, valorizando os profissionais e garantindo que ninguém esperará mais do que o necessário por uma cirurgia, uma consulta ou um exame. “A saúde tem de voltar a ser um direito de todos e não um privilégio de alguns”, acentuou.

A habitação é outra das áreas prioritárias para o PS, com Paulo Cafôfo a alertar para os elevados preços do mercado e a vincar que uma casa não é um luxo, mas um direito básico. “O PS-Madeira colocará a habitação no centro da sua governação: construiremos mais habitação pública e a preços acessíveis”, adiantou, explicando que os jovens e a classe média serão apoiados na compra da sua primeira habitação.

A outro nível, assegurou que um Governo do PS irá garantir uma educação sem barreiras, com creches gratuitas para todas as crianças e o fim das propinas para os estudantes madeirenses no ensino superior. Uma medida que, simultaneamente, irá ao encontro da preocupação em apoiar as famílias, face aos baixos rendimentos e ao elevado custo de vida. Neste campo, preconiza a baixa de impostos (IVA e IRS) para o mínimo permitido, um subsídio de insularidade digno a todos os trabalhadores, o aumento do Complemento Regional para Idosos para 1.800 euros por ano, a valorização das carreiras da função pública e a valorização do trabalho e dos rendimentos dos agricultores e dos pescadores, porque “a Madeira não pode esquecer aqueles que a alimentam”.

Com estas soluções, Paulo Cafôfo assegura que “o PS está pronto para ser Governo” e que o próprio está preparado para liderar a Madeira, com uma liderança “que faça e que resolva”. “Lideraremos com transparência, com ética e com as pessoas no centro das nossas decisões”, comprometeu-se.

O presidente do PS-M recordou que o tempo das maiorias absolutas acabou e que e necessário garantir estabilidade e governabilidade. Como referiu, já foram testadas à direita várias soluções lideradas pelo PSD e todas levaram à instabilidade, a qual não acabará nunca com Miguel Albuquerque à frente do Governo. “Está na hora de olhar para o outro prato da balança, de dar a oportunidade e se testar um Governo liderado pelo PS”, desafiou.

Cafôfo lembrou a sua experiência como presidente da Câmara do Funchal e como secretário de Estado das Comunidades, para apontar que será necessária experiência executiva para levar com competência a Madeira para frente. Mas, como referiu, “será igualmente necessária cooperação democrática, diálogo e capacidade de construir consensos para se formar um Governo”. Disse, assim, que o PS irá a votos para transformar a Madeira, para fazer e resolver, e que fará os compromissos político-partidários necessários para construir uma solução de governação estável. “Faremos compromissos apenas com forças políticas que queiram, efetivamente, a mudança na nossa Região”, declarou, excluindo por completo qualquer acordo com o PSD e com o CHEGA.

Reforçando que a Madeira precisa de mudar e de uma nova liderança, que governe com justiça, competência e proximidade, o líder socialista asseverou que o PS está pronto para essa missão. “A estabilidade que prometemos não é uma estabilidade de conformismo, mas de compromisso com a mudança real, com a inovação, com políticas que impactem verdadeiramente a vida de cada madeirense e de cada porto-santense”, sublinhou.

PS quer uma Madeira livre de medo

Por outro lado, e no tocante à vida interna do partido, Paulo Cafôfo explicou que o PS avançou para eleições internas por decisão do próprio, salientando que, no momento mais importante da história democrática, “não podia deixar que pairassem dúvidas sobre a liderança do Partido” e, muito menos, sobre quem deveria ser o candidato a presidente do Governo Regional.

“Ao contrário do PSD e de Miguel Albuquerque, dei o exemplo do que é ser democrata e não ter medo dos militantes do partido a que pertenço”, afirmou, salientando que quer uma Madeira livre de medo. “Acredito que este Partido é o melhor meio para transformar a Madeira numa Região onde todas e todos, independentemente do berço em que nasceram, sejam tratados por igual e tenham as mesmas oportunidades”, rematou.