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Albuquerque na caça ao voto mente e volta a prometer redução das listas de espera que não cumpriu desde 2015

“Descaramento” e “sem vergonha”. É desta forma que o líder parlamentar do PS-Madeira reage à repetida promessa de Miguel Albuquerque de reduzir as listas de espera na Saúde, depois de, sistematicamente, ter falhado no cumprimento desta meta que vem traçando desde que chegou ao Governo.

Face à notícia veiculada hoje que dá conta que o chefe do Executivo promete a realização de mais 16 mil cirurgias por ano para reduzir as listas de espera, Victor Freitas acusa Miguel Albuquerque de, mais uma vez, estar a mentir aos madeirenses apenas para retirar dividendos eleitorais.

O dirigente socialista lança severas críticas ao presidente do Governo, que tem o “desplante” de classificar as denúncias da oposição como “demagogia barata para receber votos”. “Como é possível que Miguel Albuquerque faça estas declarações, quando anda há nove anos, eleição após eleição, a prometer a redução das listas de espera, sem cumprir os seus compromissos?”, questiona Victor Freitas, considerando que esta postura é um insulto aos milhares de madeirenses que ficam meses e anos à espera por consultas, exames e cirurgias.

O líder parlamentar do PS faz notar que a redução das listas de espera foi assumida como a grande prioridade de Miguel Albuquerque em 2015, mas, desde então, o problema apenas se tem agravado. As listas de espera não só não foram resolvidas, como praticamente duplicaram, declara, especificando que o número de atos médicos em espera passou de 63 mil para 118 mil. Isto, sem esquecer que, pelo meio, em vésperas de eleições, o Governo provocou um apagão deliberado de várias especialidades, para fazer crer que as listas tinham diminuído, e que os tempos máximos de resposta garantidos, repetidamente adiados, continuam a não ser observados.

Victor Freitas afirma que os madeirenses já não se deixam cair no logro de Albuquerque, porque, ao contrário daquilo que o Governo Regional tem vindo a propagandear, as listas de espera não reduziram e os utentes não viram os seus problemas de saúde resolvidos.