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PS reafirma oposição à venda do Hospital Nélio Mendonça e exige fundamentação séria das opções do Governo

O presidente do Grupo Parlamentar do PS-Madeira voltou, hoje, a manifestar a sua oposição à intenção do Governo Regional de alienar o Hospital Dr. Nélio Mendonça, considerando inaceitável que uma decisão com impacto estrutural no sistema de saúde e na resposta social da Região seja sustentada num documento que não pode, com rigor, ser classificado como um verdadeiro estudo técnico.

Depois de o Grupo Parlamentar do PS ter solicitado ao Governo Regional o estudo referente aos custos da conversão da atual infraestrutura hospitalar numa estrutura residencial para idosos, que o Executivo alega serem superiores a 100 milhões de euros, o facto é que o documento agora disponibilizado se resume, essencialmente, a uma tabela de áreas, valores unitários genéricos e uma estimativa global, sem memória descritiva consistente, sem análise comparativa de cenários e sem qualquer avaliação custo-benefício devidamente fundamentada.

Paulo Cafôfo aponta que “uma tabela feita à pressa” não substitui um estudo sério. “Este pretenso “estudo” só agora apareceu pela posição firme do PS contra a venda do atual hospital. Não existem fundamentos técnicos sólidos que permitam concluir, de forma inequívoca, que a reutilização do edifício para fins públicos, nomeadamente na área da saúde, seja inviável ou desaconselhável”, constata.

O líder parlamentar socialista reafirma que a prioridade deve ser a afetação do Hospital Dr. Nélio Mendonça a uma função de interesse público, defendendo, em particular, a sua utilização como hospital complementar. Uma solução que, sustenta, permitiria reforçar a capacidade das estruturas de saúde da Região, resolver problemas crónicos do Sistema Regional de Saúde e valorizar um ativo público estratégico, em vez de o alienar.

“Decisões desta dimensão exigem transparência, rigor técnico e planeamento estratégico, e não podem ser justificadas com documentos incompletos que não sustentam, de forma consistente, a opção política que o Governo pretende impor”, adverte Paulo Cafôfo, assegurando que o PS continuará a exigir que o Governo Regional apresente estudos devidamente fundamentados, comparáveis e auditáveis, e a defender soluções que coloquem o interesse público, a saúde e a coesão social da Região “acima de opções apressadas, meramente financeiras ou com interesses escondidos”.