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PS pede reforço do apoio social e atenção à habitação e limpeza urbana em Santa Maria Maior

Duarte Silvino, vogal do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia de Santa Maria Maior, exigiu, ontem, mais ação do executivo local na ajuda às famílias e uma maior atenção às questões da habitação e da limpeza urbana.

Na sessão solene que assinalou os 593 anos da freguesia, o socialista enumerou vários desafios com que a localidade e as suas gentes se confrontam, os quais exigem respostas concretas por parte da Junta de Freguesia.

“Há uma preocupação que não podemos esquecer: as famílias. Vivemos tempos em que o custo de vida pesa cada vez mais no orçamento familiar e, por isso, defendemos o reforço do apoio social, nomeadamente os cabazes alimentares, para que mais famílias locais carenciadas possam ser contempladas”, afirmou. “Isto é solidariedade, é dignidade, é comunidade”, evidenciou.

Na sua alocução, Duarte Silvino deu conta também das queixas de vários fregueses relacionadas com a deficiente limpeza urbana. “Há espaços que precisam de maior atenção, cuidado, limpeza e manutenção. Há também viaturas abandonadas que permanecem durante meses na via pública, ocupando espaço, contribuindo para a degradação do ambiente urbano ou servindo de abrigo”, adiantou.

No tocante à habitação, uma das grandes preocupações das famílias, o vogal do PS alertou que “Santa Maria Maior não pode correr o risco de se transformar num lugar onde quem aqui nasceu e cresceu deixa de ter condições para continuar a viver”, apontando que há dezenas de casas antigas e degradadas onde vivem, em isolamento e precariedade, vários idosos.

O socialista pediu igualmente intervenções em ruas e pavimentos que se encontram degradados, realçando que uma freguesia cuidada começa, precisamente, por aquilo que as pessoas encontram quando saem de casa.

O PS quer um poder local próximo, atento e presente, capaz de ouvir e responder aos problemas concretos das pessoas, à semelhança do que acontecia quando o partido liderava os destinos da freguesia. Como afirmou, havia, então, uma relação feita de presença, de escuta e de atenção aos problemas concretos das pessoas. “Era uma junta de freguesia que procurava estar na rua, que conhecia as suas comunidades, que acompanhava as situações sociais mais difíceis e que dava importância às pequenas intervenções que, tantas vezes, fazem uma grande diferença na vida de quem cá vive. Era uma forma de fazer poder local em que as pessoas sabiam onde bater à porta e, sobretudo, sentiam que alguém estava disponível para as ouvir”, salientou.

Atento a estes valores, Duarte Silvino assegurou que, mesmo na oposição, o PS será sempre uma voz firme na exigência de justiça social, habitação digna e apoio para quem mais precisa.