O PS-Madeira alertou, hoje, para as falhas no abastecimento de água que se verificam em várias zonas do concelho de São Vicente, exigindo uma resposta da Câmara Municipal para a resolução deste problema.
Em conferência de imprensa na zona das Ginjas, um dos locais que têm vindo recorrentemente a ser afetados, Célia Pessegueiro deu conta das preocupações da população em relação quer à falta de água, quer, muitas vezes, à qualidade daquela que é disponibilizada.
A presidente do PS-M adiantou que, no concelho de São Vicente, a Câmara Municipal é a entidade responsável por toda a gestão da água, desde a captação até ao fornecimento à população, mas alertou que a autarquia não está a dar a resposta adequada.
A líder socialista adiantou que não se trata de uma situação pontual, apenas na época de verão, mas sim de um problema que já se arrasta há anos, considerando que a edilidade já teve tempo para avançar com uma solução, mas não o fez. “Um ano era mais do que suficiente para conseguir intervir em determinados sítios e dar a resposta adequada à população”, afirmou.
De acordo com Célia Pessegueiro, sendo a autarquia a entidade responsável por todo este processo de captação, tratamento e distribuição de água, não faz sentido que, em pleno século XXI, haja casas sem água constantemente. “Se uma câmara não é capaz de responder a uma situação básica como disponibilizar água na casa das pessoas, como é que dará resposta a outro tipo de situações?”, questionou a dirigente socialista, dando conta que a população, e mesmo os proprietários de alojamentos e outros investidores, estão preocupados, porque não podem “fazer a sua vida diária”.
A presidente do PS-M apontou também o facto de, ao longo destes anos, a autarquia ter vindo a recorrer a serviços externos, “desresponsabilizando-se completamente”, quando deveria ter uma estrutura interna que fosse fazendo o acompanhamento da situação e identificando os problemas, para, com essa informação, poder atuar.
Como sublinhou, uma questão tão básica como esta, com impacto direto no dia a dia das pessoas, não pode continuar sem uma solução. “A Câmara tem de assumir que há, de facto, um problema, identificá-lo e dar resposta à população, ou, pelo menos, estabelecer um compromisso sério com a população em relação à altura em que vai conseguir resolver este problema”, rematou.
