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PS exige fundamentação técnica para o aumento de 150 milhões de euros na terceira fase do Hospital em apenas dez meses

O PS-Madeira insiste na necessidade de o Governo Regional tornar públicas as fundamentações técnicas que levaram ao cálculo do novo valor do concurso para a terceira fase da obra do Hospital Central e Universitário da Madeira, que, segundo avançado pelo Executivo, terá um preço-base de 415 milhões de euros.

Esta manhã, em conferência de imprensa realizada junto à futura unidade hospitalar, Célia Pessegueiro adiantou que o partido vai dar entrada, amanhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, de um pedido de documentação ao Governo Regional, onde conste a justificação para o novo concurso vir a custar mais 150 milhões de euros do que aquele lançado há dez meses (por 265 milhões) e que não teve quaisquer empresas interessadas.

“Teremos um novo concurso com um preço-base de 415 milhões de euros para a terceira fase, quando, há dez meses, foi lançado um concurso por 265 milhões. São 150 milhões de euros de aumento em apenas dez meses. Isto demonstra aquilo que o PS tem vindo a dizer, que o valor do concurso lançado em agosto do ano passado foi abaixo daquele que era o valor necessário, tendo em conta aquilo que já tinha acontecido até essa data, que era o aumento dos custos da construção, muito por conta das várias guerras e da situação internacional”, afirmou a líder socialista.

De acordo com a presidente do PS-Madeira, se há valores que são justificados pela crise internacional, há outros que continuam a carecer de explicação, razão pela qual é necessário que o Governo ceda toda a documentação com as justificações técnicas, como aliás está obrigado a fazer, para que a Assembleia e os deputados possam fazer o seu trabalho de fiscalização.

Como afirmou Célia Pessegueiro, está em causa uma das obras mais caras da Região deste início de século, pelo que se impõem as respostas políticas e a fundamentação técnica para este aumento de preço de quase 57%. “Precisamos que esta obra avance, mas são também precisas respostas sobre como é que se chegou a este ponto de total derrapagem no tempo e nos montantes”, frisou.

Na ocasião, a líder socialista aproveitou para voltar a questionar o financiamento da República a este infraestrutura, até porque o montante global estimado a ser comparticipado pelo Executivo nacional está aquém do valor apenas desta terceira fase da obra. “Ainda não ouvimos Miguel Albuquerque confirmar que havia garantias do primeiro-ministro, Luís Montenegro, nem ouvimos o primeiro-ministro garantir também que havia financiamento de 50% da obra”, declarou Célia Pessegueiro.

Por outro lado, a presidente do PS-M não deixou de perguntar que obras é que terão de ficar pelo caminho à conta deste aumento do preço da terceira fase do hospital, isto atendendo a que o Governo Regional tem dado prioridade à construção de campos de golfe. “Que montantes é que depois sobram para outro tipo de investimentos na Região, que tanta falta fazem?”, questionou.