O deputado do PS-Madeira à Assembleia da República perguntou, hoje, diretamente, ao primeiro-ministro, se o Governo da República irá garantir o financiamento de 50% da terceira fase do Hospital Central e Universitário da Madeira. Isto, tendo em conta os novos valores do concurso público, que, conforme anunciado pelo Governo Regional, será na ordem dos 415 milhões de euros.
No debate do estado da Nação, Emanuel Câmara salientou que a construção do novo Hospital constitui um dos mais relevantes investimentos públicos atualmente em execução na Região, lembrando que o mesmo foi reconhecido como Projeto de Interesse Comum pelo Governo do Partido Socialista, caraterizado pela sua sensibilidade autonómica.
O deputado recordou que, ao abrigo desse acordo, ficou estabelecido que o Governo da República assumiria o cofinanciamento de 50% do valor da construção e dos equipamentos da nova infraestrutura hospitalar, fundamental para a melhoria dos cuidados de saúde na Região, realçando que os Executivos do PS cumpriram sempre com o prometido, assegurando o pagamento da parte que lhe competia nas diferentes fases da obra.
Contudo, perante os últimos desenvolvimentos, chegados a esta etapa, Emanuel Câmara constata que as dúvidas se instalaram. Como referiu, em agosto do ano passado, o Governo Regional lançou o concurso público para a terceira fase do Hospital por 265 milhões de euros, tendo o procedimento ficado deserto, e, passados dez meses, anunciou que o novo concurso será lançado por 415 milhões de euros. “São mais 150 milhões de euros em apenas dez meses”, reforçou.
Como tal, o deputado socialista perguntou a Luís Montenegro se, perante este novo valor, está em condições de garantir que o Governo da República irá assegurar a comparticipação dos 50% desta nova fase. “O financiamento de 50% desta terceira fase do Hospital Central e Universitário da Madeira está efetivamente garantido? Ou, mais uma vez, os madeirenses e porto-santenses irão ficar prejudicados pelos desentendimentos entre vossa excelência e o seu companheiro de partido e ainda presidente do Governo Regional da Madeira?”, questionou.
