100 Compromissos para os primeiros 100 dias de Governação
O candidato do Partido Socialista-Madeira a presidente do Governo Regional e os coordenadores das diferentes áreas dos Estados Gerais apresentaram, no dia 6 de julho, os seus 100 compromissos para os primeiros 100 dias de governação.
IV Convenção dos Estados Gerais
«Quero aqui reafirmar que a Saúde será a principal prioridade de um Governo Regional liderado por mim, porque garantir o acesso universal aos cuidados da Saúde é um pilar fundamental de uma sociedade democrática»
IV Convenção dos Estados Gerais
«A saúde para nós nunca será um bem de consumo mas sim um direito que temos de proteger. É um garante da nossa Autonomia e a nossa Autonomia tem de garantir a melhor saúde para a Região com um modelo que sirva os madeirenses e porto-santenses, todos sem exceção».
Comemorações do 25 de Abril
«Não é uma vitória do partido, é uma vitória do povo»
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ESTADOS GERAIS DO PS-M DEBATEM NO PORTO SANTO AS QUESTÕES DA IGUALDADE, INCLUSÃO, EDUCAÇÃO E CULTURA

No âmbito dos Estados Gerais, o Partido Socialista-Madeira promoveu, esta tarde, no Porto Santo, um debate sobre as temáticas da Igualdade e Inclusão, Educação e Cultura. A iniciativa contou a presença do candidato do PS-M à presidência do Governo Regional, Paulo Cafôfo, da candidata às eleições europeias, Sara Cerdas, do líder do PS-M, Emanuel Câmara, assim como teve a participação da coordenadora da área da Igualdade e Inclusão, Elisa Seixas, do coordenador das áreas da Educação, Juventude e Desporto, Rui Caetano, e da coordenadora da área da Cultura, Luísa Paolinelli.

 Na ocasião, o candidato às Eleições Regionais adiantou que o projeto que o PS-M tem para a Região é para a Região na sua globalidade, pelo que «temos de atender» àquilo que são as suas especificidades. «Há uma especificidade muito marcante que é a ilha do Porto Santo. Temos aqui uma dupla insularidade e isso implica que demos uma atenção especial, uma discriminação positiva ao Porto Santo», afirmou. Paulo Cafôfo lembrou que as questões da Educação são transversais a toda a Região, acrescentando que a qualificação da população é um desafio, «para termos oportunidades, criarmos emprego e fixarmos a população». «A educação terá aqui no Porto Santo um papel essencial. Podemos e devemos ter aqui um polo de desenvolvimento educacional que possa, até em termos do turismo, trazer pessoas para o Porto Santo», sustentou.

O candidato socialista destacou também a Cultura, lembrando o facto de o Porto Santo ter sido a primeira ilha onde os portugueses aportaram. «Devemos abordar estas questões de potenciar através do turismo uma mais-valia para esta ilha, que será sempre uma ilha dependente», disse Paulo Cafôfo, salientando que terá de haver uma atenção muito especial nas questões da Saúde e da mobilidade e dos transportes, que são fatores que influenciam sobremaneira a vida dos porto-santenses. Neste sentido, disse que «precisamos de uma economia dinâmica, que possa criar emprego e as condições necessárias para que os porto-santenses não sejam madeirenses de segunda».

Por seu turno, a candidata às eleições europeias deu conta das áreas prioritárias que irão moldar a sua linha de ação no Parlamento Europeu, uma das quais a educação e qualificação. «Importa desenvolver novos instrumentos de educação, qualificação e formação para toda a população, de modo a reduzirmos os números de abandono escolar precoce, aumentarmos a qualificação escolar dos adultos e, desta forma, também aumentarmos a mobilidade social», afirmou Sara Cerdas. No campo da inclusão e da igualdade, a candidata destacou que importa desenvolver um plano estratégico de promoção da igualdade de género, lutar contra todas as formas de violência e trabalhar contra todas as formas de discriminação.

Já a coordenadora das áreas da Igualdade e Inclusão explicou que aquilo que se pretende com a realização dos Estados Gerais no Porto Santo é «pensarmos de que forma é que podemos trabalhar de forma interseccional para que as desigualdades se esbatam também em termos territoriais». «O nosso programa para a Igualdade é um programa que se fundamenta muito na agenda 2030 do desenvolvimento sustentável da ONU. Aquilo que nós pretendemos é não deixar ninguém para trás», referiu Elisa Seixas, lembrando que a estratégia nacional para a não discriminação prevê um Portugal mais igual e que, como tal, «nós também queremos equacionar e trabalhar políticas que contribuam para uma Madeira mais igual e para um Porto Santo mais igual».

Instada sobre as especificidades do Porto Santo, Elisa Seixas apontou a questão dos transportes e da mobilidade. «Se a mobilidade para quem vive na ilha da Madeira é complicada relativamente ao continente, nós esquecemo-nos muitas vezes que a mobilidade das pessoas do Porto Santo também está muito condicionada. Tudo isto tem de ser pensado em função das especificidades do território», afirmou, considerando que «quando falamos em igualdade, temos de pensar também de que forma é que vamos tornar o território menos desigual por caraterísticas tão simples quanto esta de ser uma outra ilha».

Por seu lado, o coordenador das áreas da Educação, Juventude e Desporto sustentou que o Porto Santo tem muitas potencialidades e muitas áreas onde é possível investir e explorar, sendo que «a Educação será um vetor transversal e muito importante para criar uma outra dinâmica» na ilha. «É preciso criar uma visão diferente, um modelo de escola diferente, um modelo de educação diferente, criar respostas para todos e cada um dos alunos aqui do Porto Santo», frisou Rui Caetano. Apontando as potencialidades da ilha a nível turístico e as suas infraestruturas e empresas, o responsável afirmou que «é possível com eles assinar protocolos e projetos, no sentido de criarmos em conjunto alternativas para que os cidadãos que vivem aqui no Porto Santo possam ter emprego, mais e melhores qualificações, para que também possam servir mais e melhor.

Já Luísa Paolinelli relevou o facto de a Cultura ser um fator de desenvolvimento extremamente importante, não só no que tem a ver com a própria sociedade, o capital identitário, mas também a nível económico. «Temos de pensar que desenvolver as indústrias criativas, fazer um maior investimento nos museus, nas artes tradicionais e também na formação pode potenciar na ilha um maior índice de ocupação dos jovens, uma fixação das populações, porque nós não podemos continuar a ter uma ilha centrada no Funchal, que não olha para o norte, mas também não olha para a outra ilha, afirmou a coordenadora da área da Cultura.

Por seu turno, o presidente do PS-M lembrou a coligação que o partido quer fazer com todos os madeirenses e porto-santenses, apontando a proximidade à sociedade civil que tem sido possível através dos Estados Gerais, permitindo a participação das pessoas. Emanuel Câmara aproveitou ainda para sensibilizar os presentes acerca da importância de ir votar nestas eleições europeias. O líder dos socialistas madeirenses considerou que esta será uma oportunidade para os madeirenses e porto-santenses mostrarem um «cartão amarelo» a «quem nos manda ao fim de 43 anos», para depois, a 22 de setembro, exibirem o «cartão vermelho».

Por fim, a presidente da concelhia do PS-Porto Santo, Teresa Leão, enalteceu o facto de estes temas serem trazidos a debate na “ilha dourada”, esperando que estes problemas que afetam a ilha possam ser resolvidos com uma mudança de Governo.

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