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A incontestável riqueza dos ditos e provérbios populares serve-nos de inspiração se quisermos analisar algumas atitudes e comportamentos a que temos assistido nos últimos meses.

Se não, vejamos:

- Até há bem pouco tempo, as medidas adotadas pelos Municípios conduzidos por executivos socialistas eram fortemente contestadas pelo PSD-Madeira, acérrimo e insistente defensor da política do betão. Da noite para o dia, as iniciativas de apoio direto à população são necessárias e oportunas. É caso para dizer “quem os viu e quem os vê”.

- Ainda assim, não posso deixar de mostrar satisfação por ver o Governo Regional seguir o exemplo das autarquias socialistas, mostrando, e se não fosse ano de eleições até convenciam, que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.

- Que a Saúde da Região está doente já era de há muito sabido, mas que se teria o desplante de, “virando o bico ao prego”, querer condenar em praça pública quem disse abertamente o que no fundo já todos sabíamos, é vergonhoso e inadmissível. É caso para dizer que “o direito do anzol é ser torto”.

- Na semana passada, esteve na moda o voto de protesto, apresentado pelo PSD-Madeira, condenando a ausência de autarcas socialistas nos seus municípios. O dito voto de protesto, apresentado na modalidade “Copy/Paste”, além de descabido é hilariante, se pensarmos na conduta de alguns eleitos do PSD, com o exemplo mais do que elucidativo do atual Presidente do Governo, enquanto Presidente da Câmara do Funchal. Apenas um certo desespero e desnorte justificam tal voto de protesto e o replicar do mesmo na Assembleia Municipal do Porto Moniz. Não vale a pena particularizar, mas, no meu entender, “quem tem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho”. Enfim, é caso para dizer que “não há cego que se enxergue”.

- Até há bem pouco tempo, quem promovesse um convívio, fosse porque motivo fosse, estava a comprar votos e a gastar os dinheiros públicos de forma irresponsável. De uma hora para a outra, e deve ser coincidência estarmos em ano de eleições, chegaram as feijoadas, macarronadas e outras patuscadas. É caso para dizer que “não há fome que não dê em fartura”.

- Se analisarmos a atuação do Governo Regional, o nosso Carnaval cheirou mais a Natal do que a malassadas, porque o Sr. Presidente do Governo está a distribuir prendas, surpreendendo tudo e todos com “agradinhos”. Claro que “a cavalo dado não se olha o dente”, mas os madeirenses estão mais do que nunca atentos e irão mostrar que não se vendem por presentes de última da hora. Mais do que presentes, os madeirenses queriam ter tido governantes efetivamente presentes, atentos e preocupados. E neste caso não se aplica o dito “mais vale tarde do que nunca” porque, na verdade, há gestos que pecam por excessivamente tardios e extemporâneos.

- Falando de tardio, soubemos esta semana que o Instituto de Segurança Social da Madeira prevê gastar, este ano, em prestações sociais, mais 6% do que no ano transato. Esperemos que não seja “sol de pouca dura”.

Surgiu esta minha reflexão quando, no meio da folia carnavalesca, o Dr. Miguel Albuquerque deu como garantido o facto de, em 2020, ser ele o Presidente do Governo Regional.

É preciso ter muito cuidado com o que diz porque “palavra fora da boca é como pedra fora da mão” e a sabedoria popular não se aplica única e exclusivamente aos dizeres. Na verdade, quem sabe mesmo quem irá gerir os destinos da Madeira e do Porto Santo são os madeirenses e portossantenses. É na população e na sua vontade que reside a verdadeira sabedoria.

Não vale a pena “fazer o palheiro antes do burro nascer” porque “até ao lavar dos cestos é vindima”.

 

Artigo de Opinião publicado no Jornal da Madeira, na edição de dia 6 de março.

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