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A Madeira que queremos - Diálogos com Paulo Cafôfo
«O futuro da Madeira começou hoje. Vamos todos arregaçar as mangas!»
A Madeira que queremos - Diálogos com Paulo Cafôfo
«A nossa marca é a proximidade e o envolvimento dos cidadãos, da sociedade civil, na construção de um futuro comum»
A Madeira que queremos - Diálogos com Paulo Cafôfo
«Nós não queremos mudar o poder pelo poder. Temos uma estratégia de desenvolvimento para a Região assente numa agenda social, humanista, progressista, mas que quer, acima de tudo, mudar aquilo que tem sido um paradigma de um governo Regional que tem governado para o partido, tem governado para alguns interesses, não tem governado para o coletivo»
A Madeira que queremos - Diálogos com Paulo Cafôfo
«Temos uma Região que não tem petróleo nem diamantes, mas temos as pessoas, pessoas que querem concretizar sonhos, construir o futuro, que são trabalhadoras, empreendedoras e resilientes. É nestas pessoas, na sua educação, que nós devemos apostar, na qualificação da nossa população, porque esse é e será o principal fator de desenvolvimento»
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PS-M QUER MAIS PARA A CIDADE, PARA AS SERRAS E PARA AS PESSOAS

“A cidade e as serras. E as pessoas” foi o tema do mais recente debate no âmbito dos Estados Gerais organizado pelo Partido Socialista Madeira no Estreito de Câmara de Lobos.

Paulo Cafôfo abriu as hostilidades dirigindo-se aos muitos presentes, referindo os desafios inerentes ao território madeirense onde atualmente se verifica simultaneamente um despovoamento rural e uma pressão sobre as cidades.

O candidato do partido socialista às eleições regionais explicou que este debate se centra nas medidas politicas publicas que podem ser criadas para “incentivar a fixação das pessoas no meio rural e, por outro lado, que atratividade em termos do desenvolvimento e coesão territorial, porque quando se fala em desenvolvimento rural estamos a falar em coesão territorial”.

Para Paulo Cafôfo, a única forma garantir esta coesão territorial e fixar as pessoas é através da economia. O que passa, no seu entender, pelo incentivo e valorização dos produtos regionais, permitindo “não só a combater a desertificação rural, como melhorar o rendimento das famílias, criar e fomentar emprego e diminuir riscos, porque sabemos que esta desertificação leva a problemas e catástrofes naturais, como os incêndios, a erosão e as aluviões”.

“Desenvolvimento rural significa coesão territorial, significa termos um território mais desenvolvido e mais coeso e com melhor qualidade de vida para as pessoas que vivem aqui na Região”, concluiu Paulo Cafôfo.

Emanuel Câmara, por sua vez, mostrou-se preocupado com a diferenciação existente entre a costa norte e a costa sul da Madeira que considera ser “uma guerra que terá de ser ganha por todos nós” num futuro próximo.

O líder do partido apontou para o problema do despovoamento e do êxodo rural, considerando que a sua resolução cabe não só às autarquias, mas, sobretudo, ao Governo Regional que “tem de ser competente e responsável para evitar de forma sustentada que isso continue a acontecer”.

Entre os vários participantes esteve Sílvia Sousa Silva, coordenadora das áreas da Agricultura e Território dos Estados Gerais, que salientou a importância deste debate para abordar a problemática do despovoamento rural e dos riscos associados ao abandono das terras. “Quando falamos de riscos, falamos não só de incêndios, mas também da degradação da paisagem agrícola que nos carateriza, da propagação de pragas, de matos, de invasoras, mas também da cada vez maior dependência alimentar do exterior, que é uma coisa que nos preocupa”, disse.

Sílvia Sousa Silva reconheceu ainda que “não podemos ter a pretensão de auto-suficiência relativamente à produção de alimentos”, mas acrescenta que “temos todo um território abandonado que interessa ocupar, que interessa produzir, para contrariar o despovoamento e o desemprego”.

Já Artur Cristóvão, professor catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, abordou a temática do despovoamento e do abandono das terras e deu como exemplo algumas medidas que têm vindo a ser implementadas noutros locais para combater esta situação. Para o professor, a diversificação da economia rural é um dos caminhos, assim como o apoio à agricultura, numa lógica de diversificação. “Quando falamos de agricultura estamos também a falar de produção animal, de silvo-pastorícia, de floresta, portanto de todo um conjunto de atividades que possam dinamizar e tornar mais viva a economia rural”, sustentou.

Por seu turno, o geólogo Jaime Izquierdo Vallina, salientou a importância de mudar a forma de pensar para combater esta situação. “A sociedade agora é pós-industrial, globalizada, com outras perspetivas. Mas as ferramentas com que queremos construir o futuro são as ferramentas do passado. É importante mudar a forma de pensar”, advertiu.

Amândio Torres, ex-secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, foi outro dos convidados deixando a sua opinião sobre o desenvolvimento rural, que acredita passar “sempre muito pela decisão política ao nível das autarquias, em conjugação com os legítimos interesses das pessoas”. Deu o exemplo do continente onde existem zonas profundamente debilitadas e degradadas em termos demográficos e em termos do uso do território, e onde “se assiste à renaturalização do território, à invasão da natureza junto das pessoas, com efeitos que nós pudemos infelizmente observar em 2017”.

Também a arquiteta Cristina Pereira destacou a importância do ordenamento do território, dando o exemplo da revisão do Plano Diretor Municipal do Funchal, onde está contemplada a preservação das atividades rurais e a preocupação com a contenção da expansão urbana, protegendo solo agrícola e florestal. “Só com estas medidas – que têm de ser vistas a médio e a longo prazo – é que se consegue de facto preservar e manter o nosso equilíbrio ambiental, das nossas florestas e solo agrícola”, afirmou.

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