100 Compromissos para os primeiros 100 dias de Governação
O candidato do Partido Socialista-Madeira a presidente do Governo Regional e os coordenadores das diferentes áreas dos Estados Gerais apresentaram, no dia 6 de julho, os seus 100 compromissos para os primeiros 100 dias de governação.
IV Convenção dos Estados Gerais
«Quero aqui reafirmar que a Saúde será a principal prioridade de um Governo Regional liderado por mim, porque garantir o acesso universal aos cuidados da Saúde é um pilar fundamental de uma sociedade democrática»
IV Convenção dos Estados Gerais
«A saúde para nós nunca será um bem de consumo mas sim um direito que temos de proteger. É um garante da nossa Autonomia e a nossa Autonomia tem de garantir a melhor saúde para a Região com um modelo que sirva os madeirenses e porto-santenses, todos sem exceção».
Comemorações do 25 de Abril
«Não é uma vitória do partido, é uma vitória do povo»
1

"CONTAS DA VIDA"

O Orçamento do Funchal não esconde a sua inspiração social, apostando no desenvolvimento justo, equilibrado e solidário de toda a comunidade.

A minha filha, à semelhança do meu filho, está a ter dificuldades em escolher uma área vocacional na prossecução dos seus estudos. Entendo-os bem, até porque que quem sai aos seus, não degenera: há 30 anos, vivi exatamente a mesma coisa, à semelhança de tantos outros jovens como eles. O facto de ter uma relação saudável com quase tudo, de matemática à literatura, tornou-se num verdadeiro quebra-cabeças no momento de decidir, mas no fim, decidi pela paixão e formei-me em História.

A decisão contrariou, não só o meu pai, como o próprio percurso feito até então na área da Economia, levando-me a optar pelas Letras apenas no 12.º ano. No momento do tudo ou nada, fui pelo coração e não para aquilo que à partida proporcionaria melhores oportunidades de emprego e melhor vencimento. Assim, deixei as disciplinas de Cálculo Financeiro e a Contabilidade, para dedicar-me à História, principalmente a do Século XX, que, hoje como então, continua a ser absolutamente essencial para não perdermos o amanhã, e compreendermos os autoritarismos e os populismos que, à extrema-direita e à extrema-esquerda, continuam a tentar consumir o nosso mundo.

Acho que escolhi bem, por tudo o que esse entendimento do mundo e da maneira de estar no mundo me deu a nível profissional e pessoal, inclusive nas responsabilidades que assumo hoje. Não tenho dúvidas de que quem tem responsabilidades políticas, deve usar o exemplo de liderança que exerce para assumir uma postura de tolerância, regendo-se por um comportamento na vida pública que privilegie a capacidade de diálogo e o compromisso estratégico no sentido de alcançar consensos com quem pensa de forma contrária à nossa.

A História e a experiência ensinaram-me que não há nenhuma outra forma de resolver problemas. Portanto, é isso que continuo a procurar fazer até hoje: agregar ideias e opiniões de várias pessoas e quadrantes, numa abertura constante ao envolvimento de todos, que é, para mim, um dos mais estruturais instrumentos de uma governação. Foi assim que elaborámos, na Câmara do Funchal, o Orçamento Municipal para 2019, onde a escolha de há 30 anos pelas Humanidades, que tomei na escola, voltou a refletir-se nas decisões que havia para tomar.

O Orçamento do Funchal para o próximo ano não esconde a sua inspiração social, apostando no desenvolvimento justo, equilibrado e solidário de toda a comunidade. É um Orçamento que projeta, uma vez mais, os pilares do nosso projeto de governação e deste mandato, na Educação, na Habitação e no combate às assimetrias históricas do Funchal. É um documento onde é visível o reforço dos apoios sociais, bem como um crescimento dos investimentos plurianuais, essencialmente graças à progressiva redução da dívida e à redução das despesas correntes. E não posso deixar de destacar o simbolismo de atribuir, pela primeira vez na história do concelho, bolsas universitárias aos estudantes funchalenses a frequentarem o Ensino Superior. Este era um dos nossos compromissos com maior significado para o atual mandato, e é com um enorme sentimento de dever cumprido que avançaremos com ele desde já.

Este Orçamento alargará, ainda, o Apoio à Natalidade e à Família no concelho, manterá as devoluções de IMI familiar e continuará a avançar com a gratuitidade dos manuais escolares para o Ensino Básico, até ao 2º Ciclo. É, verdadeiramente, um Orçamento que dá à Educação um palco que ela nunca teve na Madeira, como apoios que irão agora da creche até à Universidade no Funchal. Assim se garantem oportunidades aos nossos jovens e às nossas famílias, num investimento que, não duvido, garantirá os frutos de que precisamos no futuro. É isto que me deixa de consciência tranquila e me realiza. É por isto que gosto do que faço e é por isto que devemos seguir a nossa vocação e nunca, mas nunca desprezar as Humanidades e o que a História e o Progresso têm para nos ensinar, porque nem um Orçamento tem de ser um mero exercício contabilístico. O que um Orçamento tem de fazer é a diferença na vida diária das pessoas. É para isso que estou na política.

Por Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal, publicado no Jornal da Madeira, no dia 06 de novembro.

redes sociais

PS Nacional

ps

 

agenda

acção socialista | digital

 

militante

 

Vídeos

 

newsletter

Inscreva-se na nossa newsletter para saber as últimas novidades!