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A Madeira que queremos - Diálogos com Paulo Cafôfo
«O futuro da Madeira começou hoje. Vamos todos arregaçar as mangas!»
A Madeira que queremos - Diálogos com Paulo Cafôfo
«A nossa marca é a proximidade e o envolvimento dos cidadãos, da sociedade civil, na construção de um futuro comum»
A Madeira que queremos - Diálogos com Paulo Cafôfo
«Nós não queremos mudar o poder pelo poder. Temos uma estratégia de desenvolvimento para a Região assente numa agenda social, humanista, progressista, mas que quer, acima de tudo, mudar aquilo que tem sido um paradigma de um governo Regional que tem governado para o partido, tem governado para alguns interesses, não tem governado para o coletivo»
A Madeira que queremos - Diálogos com Paulo Cafôfo
«Temos uma Região que não tem petróleo nem diamantes, mas temos as pessoas, pessoas que querem concretizar sonhos, construir o futuro, que são trabalhadoras, empreendedoras e resilientes. É nestas pessoas, na sua educação, que nós devemos apostar, na qualificação da nossa população, porque esse é e será o principal fator de desenvolvimento»
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DESEMPENHO DO DESTINO MADEIRA TEM DE MELHORAR

A Ribeira Brava foi o local escolhido para a terceira mesa debate promovida pelo Partido Socialista-Madeira, no âmbito dos Estados Gerais com o mote “Madeira: Sustentabilidade do destino turístico”.

Paulo Cafôfo, candidato do PS-M à presidência do Governo Regional, começou por referir que apesar de tendencialmente o termo sustentabilidade ser associado com o ambiente, é importante ter em conta outras áreas como a economia, a cultura e o social. Razão pela qual considera que “o turismo é um ecossistema que tem um grande potencial, mas esse grande potencial só é concretizável se todas as componentes estiverem alinhadas”.  E é esse alinhamento que o candidato quer ver na estratégia da Madeira.

O deputado destacou o facto de a Madeira ser uma região bastante diversificada enquanto região turística. «Temos a natureza, a montanha, o mar, a cultura e temos as pessoas. E, no turismo, tudo começa e tudo acaba nas pessoas», afirmou.

«Hoje em dia, existe uma competitividade enorme e nós temos de saber melhorar o nosso desempenho para não ficarmos atrás», acrescentou Paulo Cafôfo, defendendo que «é preciso trazer consistência ao nosso destino” o que só é possível através da preservação da identidade. “O nosso fator de diferenciação é essencial para a sustentabilidade do destino Madeira”, frisou.

A questão, diz, é se tudo tem sido feito para trazer consistência e preservar essa identidade ou se a ação se tem limitado a uma simples gestão da conjuntura.

Para Paulo Cafôfo, o turismo tem de ser encarado numa perspetiva de inovação e de reinventar aquele que é o produto, onde são três as áreas essenciais: a acessibilidade, a promoção e a produto em termos do edificado, do natural e do cultural. Sendo que na primeira a questão do aeroporto é fundamental, na terceira afirma faltar, possivelmente, consistência. “Falta olharmos para o futuro e tornarmo-nos competitivos. E, para tornarmo-nos competitivos, temos de ser atrativos.”

Um dos convidados foi Roland Bachmeier, administrador da Galo Resorts, que trouxe ao debate questões como a sustentabilidade dentro da hotelaria que considera ser “rentável e viável”. Bachmeier deixou alguns exemplos de medidas que devem ser seguidas com vista à sustentabilidade e defendeu a importância de “arregaçar as mangas e trabalhar em prol da Madeira, porque a Madeira é um diamante cru, que temos agora de limpar e pôr no mundo.”

Por sua vez, Daniel Frey, consultor, afirmou que atualmente a sustentabilidade, a diferenciação e o posicionamento são um “must” para um destino turístico, apesar de ainda serem tidos como opcionais.

“A maioria de nós – os empresários e os políticos – sempre tem um curto prazo na sua visão e temos de começar a pensar no longo prazo, para fazer a coisa certa pela preservação dos nossos patrimónios, quer seja histórico, cultural e ambiental”, salientou.

Para Daniel Frey, a maioria das empresas tem vindo a tratar a sustentabilidade como uma componente isolada, defendendo por isso que é preciso haver “um diálogo e uma colaboração entre todas as entidades, sem fronteiras políticas”.

Já Nuno Mateus, diretor do operador turístico Solférias, destacou o facto de a Madeira ser uma referência em termos de turismo, contraponto, no entanto que tem muitas condicionantes. Para o empresário é muito importante pensar nas companhias aéreas que chegam à Região. “Houve três companhias aéreas que voavam para a Madeira que deixaram de operar e a grande discussão é que companhias é que vão substituir essas, porque, em termos de condições naturais e em termos de beleza, a Madeira é um destino espetacular”, disse. Salientou ainda que a Madeira é um grande destino turístico com potencial para crescer, algo que diz ser motivo de orgulho para todos os madeirenses.

Sérgio Gonçalves, coordenador da área da Economia dos Estados Gerais do PS-M justificou a necessidade de debater esta temática com a conjuntura não tão favorável que a região enfrenta. Para o deputado, continuam a existir problemas com as acessibilidades, com o investimento na promoção e o com o posicionamento estratégico. “Nada disto faz sentido se não houver uma visão integrada relativamente ao produto”, afirmou.

Presente esteve também Emanuel Câmara, presidente do PS-Madeira que destacou a sua preocupação em relação às assimetrias existentes entre a costa norte e a costa sul da Madeira, problema que diz ter que ser combatido.

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