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PIADA SEM GRAÇA É A INCAPACIDADE DO GOVERNO REGIONAL EM CUMPRIR AS SUAS PROMESSAS

O presidente do Governo Regional afirmou, hoje, que, ao nível nacional, «a viragem da austeridade é retórica, ficção e uma piada sem graça» e exaltou os números regionais, constatando que a Madeira é a única Região do País «onde se pode dizer que viramos a página da austeridade».

1.       Em primeiro lugar, o Governo Regional tem apanhado boleia das medidas nacionais de reposição de rendimentos para os pensionistas, funcionários públicos e do setor privado, como a reposição dos subsídios de Natal e de férias, nas datas previstas, o descongelamento gradual das carreiras e, também, por via fiscal, com a eliminação da sobretaxa de IRS, IVA da restauração etc;

2.       Portugal cresceu 2,7% em 2017 face ao PIB, enquanto a Madeira ficou-se pelos 2%, segundo as declarações proferidas hoje pelo vice-presidente do Governo, na tomada de posse da Ordem dos Economistas;

3.       A Madeira foi a zona que, segundo o INE, em 2017, teve a taxa de desemprego mais elevada do País, com 10,4%;

4.       A nível fiscal, perdemos o diferencial por força do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro e, apesar de termos saído do programa em 2016, ainda estamos longe de voltar a ter 30% de impostos mais baixos do que no território continental, mantendo o Governo PSD a lógica de que estamos bem, mas ao mesmo tempo pedindo aos Madeirenses um alto esforço contributivo em sede fiscal;

5.       Piada sem graça é o facto de o Governo Regional continuar a responsabilizar o Governo da República pela sua [do Executivo madeirense] incapacidade em cumprir com as promessas feitas aos madeirenses e porto-santenses;

6.       Nos últimos dias, temos tido vários exemplos daquilo que é a retórica demagógica do Governo Regional em diversas matérias, o que, sim, constitui uma piada. O caso mais flagrante diz respeito ao subsídio de mobilidade, em que, ao que parece, o presidente e o vice-presidente do Governo não se entendem. Primeiro, Pedro Calado, em entrevista, deu conta do projeto de mobilidade do Governo PSD-Madeira e da sua visão nesta matéria. As propostas apresentadas pelo vice-presidente caíram tão mal, que foi necessário Miguel Albuquerque vir “dar o dito por não dito”, passando, uma vez mais, as responsabilidades para o Governo da República;

7.       Esta estratégia do Executivo madeirense em lançar notícias e recuar sistematicamente demonstra a sua incapacidade governativa;

8.       Grave também é o facto de o vice-presidente do Governo querer “empurrar” os jovens para a emigração, ao dizer que não podem esperar ter um horário de trabalho das 9h às 17h, fomentando a precariedade laboral. Qual não é o espanto quando o próprio chefe do Executivo vem, depois, vangloriar-se, ao afirmar que “sem os nossos profissionais, o sistema de saúde britânico entrava em colapso”. É caso para dizer que em colapso está o nosso sistema de saúde, com a recorrente falta de medicamentos e materiais hospitalares, a carência de profissionais, a crescente lista de espera para cirurgias e a falta de solução para as altas problemáticas;

9.       Na ordem do dia tem estado, igualmente, o constante adiamento da ligação ferry entre a Madeira e o Continente;

10.   O cúmulo da desorientação do Governo Regional e do PSD-Madeira é o facto de equacionarem a possibilidade de eleições antecipadas. O medo do PS e de Paulo Cafôfo é, nada mais, nada menos do que a incapacidade em cumprir as promessas eleitorais e o reconhecimento perante os Madeirenses do seu monumental falhanço na ação governativa.

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